domingo, 29 de março de 2015

Agora já é tarde.

A essa hora da manhã me pego no pensamento de quem realmente sou. Será possível uma pessoa mudar tento em tão pouco tempo. Vejo as fotos e apenas não me reconheço. Vejo pessoas parecidas comigo, só que como se fosse vultos no meio de uma multidão. Enxergo-as, mas não as enxergo por dentro. Observo que cresci. Hoje estou mais adulto. Que medo desta palavra. Algo que Fuji a minha vida inteiro hoje me pego a viver com ela em harmonia. Sigo os passos de alguém que quer sempre mais, porem que sofre com a falta de seguro. Talvez o relacionamento que terminou alguns meses pudesse ter mudado meu rumo.

Foram dois anos e meios e uma mudança drástica. Fomos de amantes apaixonados para desconhecidos. Ao encontra-lo não sentia nada. Apenas um vazio insuportável. Aquele vazio com se alguém tivesse lhe tirado um órgão vital e você esta la. Olhando e procurando algo ou alguém que possa fazer este transplante ou menos devolvê-lo o que não esta mais com você. Ele me pertence por direito. Ninguém tem o direito de tirar isto de mim. Mas tiraram. Doeu? Muitoooo. Pra caralhoooo.  Ver-me no espelho e não chorar. Simplesmente por não sentir nada. Escutar músicas, ver filmes, ler histórias e continuar não sentindo nada. O que eu me tornei. Eu me tornei o que todos se tornaram. Mais um na multidão a espera de alguém, ou um milagre, que me tire daqui. Que me faça enxerga no fim do túnel aquela luz brilhante e cintilante ao qual Cinderela teve por uma noite e que logo depois teve para vida inteira. Mas a quem quero enganar. Aqui não existe gata borralheira muito menos príncipes. Só existe nós. Seres humanos, errôneos e sobreviventes dessa vida passando cada dia como se fosse mais um ate o final trágico ao qual todos teremos.



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